Reivindicando equiparação salarial, reajustes e valorização profissional, servidores municipais de Minaçu iniciam greve nesta segunda-feira
Servidores públicos municipais de Minaçu iniciaram, nesta segunda-feira (3), um movimento de greve em defesa de de uma série de reivindicações salariais, revisão de contratos, valorização profissional e melhores condições de trabalho. A decisão foi tomada após o sindicato considerar insuficientes as contrapropostas apresentadas pela Prefeitura durante as negociações que antecederam ao movimento, que se estende, até nova decisão da categoria, a esta terça-feira, 04.

Entre os principais pontos defendidos pela categoria estão a aplicação das perdas inflacionárias acumuladas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a revisão da remuneração dos profissionais credenciados da saúde, a regularização de vínculos considerados precários, a realização de concurso público para determinadas categorias, o pagamento do piso de profissionais da enfermagem, além da retomada do fornecimento de uniformes e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
De acordo a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Minaçu (SINDSPMM), Eugênia Farias, um dos principais pontos da pauta envolve os profissionais credenciados da saúde, que atuam como prestadores de serviço. Ela afirma que a remuneração paga a esses trabalhadores é insuficiente para garantir condições dignas de trabalho e que, por isso, em situações como licença-maternidade ou afastamento por doença, muitos acabam retornando às atividades antes do ideal, pois não conseguem arcar com os custos de um substituto ou permanecer sem renda. Eugênia também afirma que, no caso dos agentes comunitários de saúde, existe um incentivo financeiro federal equivalente a dois salários, conhecido como incentivo de fim de ano, 13 e 14 salario. A Prefeitura repassa apenas um salário aos profissionais e informa que o restante seria destinado à compra de uniformes e equipamentos, o que, de acordo com o sindicato, não tem ocorrido.
Outro ponto levantado pelo sindicato diz respeito ao financiamento federal da saúde. Conforme Eugênia, parte dos recursos destinados pela União seria suficiente para ampliar a remuneração desses profissionais, mas, segundo ela, os trabalhadores não recebem integralmente essa valorização. A dirigente também afirma que há cerca de cinco anos alguns profissionais não recebem novos uniformes e que enfrentam dificuldades relacionadas ao fornecimento de equipamentos de proteção.
Negociação
De acordo com o sindicato, a Prefeitura encaminhou propostas oficiais por escrito, que foram analisadas e rejeitadas pela comissão de negociação da categoria.
Após essa etapa, de acordo com Eugênia Farias, houve uma negociação verbal com representantes do Executivo, durante a qual teria sido apresentada uma contraproposta prevendo o pagamento integral do INPC de 2025, entre outros acordos e melhorias para os profissionais credenciados. No entanto, conforme a dirigente, esse novo entendimento não foi formalizado.
“O que nós pedimos foi que essa proposta fosse colocada no papel. Como isso não aconteceu, a comissão decidiu manter sua posição”, afirmou.
O sindicato sustenta que a paralisação não decorre da ausência de diálogo, mas da inexistência de uma proposta oficial que contemplasse as reivindicações consideradas prioritárias pela categoria.
A definição sobre a continuidade do movimento deverá ocorrer em assembleia convocada pelo sindicato.


