Lula vence as eleições em virada histórica e impõe derrota a Flávio Bolsonaro
Com mais de 99% das urnas apuradas, já é possível cravar: Lula venceu as eleições de 2026 no segundo turn0.
Com mais de 98,2% das urnas apuradas, Lula obteve 51,75% dos votos válidos, o equivalente a 64.060.863 votos em uma campanha que tomou fôlego no segundo turno, a partir de uma reação nas redes sociais e de manifestações de rua.
Ele venceu o adversário Flávio Bolsonaro (PL).
Nas redes, Lula adotou um tom mais informal, gravando vídeos em formato selfie e falando diretamente com o eleitor. Mas a grande guinada nesse quesito foi a entrada do deputado André Janones (Rede-MG) na campanha.
Janones criou o grupo “Exército de Lula” no WhatsApp, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas e, com a ajuda delas, aumentou o engajamento da esquerda nas redes sociais e amplificou a campanha pró-Lula.
Ao mesmo tempo, a população foi às ruas em atos espontâneos. Movimentos sociais e estudantes organizaram várias mobilizações em dezenas de cidades pelo país. As imagens das ruas tomadas de vermelho ajudaram a dar o tom de uma virada até então inédita no segundo turno.
Desde a redemocratização, em 1985, as eleições presidenciais brasileiras disputadas em dois turnos não haviam registrado uma virada desse tipo: o candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação não conseguiu ultrapassar o primeiro colocado na votação decisiva. Caso confirmada oficialmente, a vitória de Lula rompe essa sequência histórica.
Uma virada que muda o cenário político
A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro foi marcada pela polarização e pelo confronto entre diferentes projetos políticos para o país. O segundo turno concentrou as atenções dos eleitores e transformou a votação em um teste decisivo da força eleitoral dos dois campos políticos.
Ao conquistar a vitória depois de começar a etapa final em desvantagem, Lula demonstraria capacidade de ampliar sua votação entre os dois turnos e reunir apoio suficiente para reverter o resultado inicial.
Para Flávio Bolsonaro, a derrota representaria um revés em sua primeira disputa pela Presidência da República e manteria em aberto o futuro da liderança política do bolsonarismo.
Um capítulo inédito na história das eleições
O resultado também entraria para a história por romper um padrão observado nas eleições presidenciais brasileiras desde 1989, quando a disputa entre Fernando Collor e Lula inaugurou a atual sequência de eleições presidenciais com segundo turno.
Mais do que a troca de posições entre os dois candidatos, uma virada dessa dimensão evidenciaria a importância da transferência de votos, da mobilização eleitoral e das alianças políticas na etapa decisiva da eleição.

