Nos 50 anos de Minaçu, Câmara dá um show pedagógico de civismo e memória ao resgatar, em crianças, orgulho de pertencer
Coluna Opinião – Nesse minuto, uma criança de Minaçu, da rede pública municipal de ensino, deixa de lado a tela do celular e, quase por instinto, volta a ler o álbum de figurinhas que ganhou mais cedo na escola. Mas não é um álbum qualquer. É um álbum que a transporta para um universo até então pouco conhecido por ela, ou talvez, que antes não tenha se permitido mergulhar de tal modo, em outros livros de parágrafos tão simétricos.

A Câmara de Minaçu idealizou, escreveu, desenhou e, nesta segunda-feira, 27, entregou uma das mais bem elogiadas iniciativas pedagógicas e cívicas do município: um álbum comemorativo dos 50 anos da cidade, envolvendo crianças da rede em uma experiência que as une em torno de suas figurinhas em forma de boa leitura e tradições, o que, até para adultos, representa, ao ler, sensação de pertencimento.
Eu, particularmente, li, linha por linha, contexto por contexto, e não há qualquer exagero: é um show de civismo e qualidade contextual.
A viagem começa pela capa
Abaixo você pode folhear o álbum e ter a mesma perspectiva do material impresso.
O álbum apresenta Minaçu sob a perspectiva da ancestralidade, destacando povos como os Avá-Canoeiro e os Kalungas e conduz o pequeno leitor a uma viagem até a emancipação política, passando pelo crescimento impulsionado por grandes projetos, até chegar aos elementos culturais, econômicos e institucionais da cidade – essa que eles conhecem bem hoje.
Ao longo das páginas, temas como mineração, religiosidade, natureza, turismo e festividades revelam uma Minaçu plural e em constante construção, assim como seus próprios desafios. Ao entender a função dos poderes públicos e dos serviços essenciais o aluno se vê dentro da história, participante ativo do processo, é o pertencimento, que falamos lá em cima.
Da ideia, ao resultado
E a Câmara de Minaçu, com sensibilidade conseguiu fazer algo que entra, sim, para a história: transformou competição em identidade, história em sensação de pertencimento. Uma aula de responsabilidade e senso de futuro, algo que antes nunca se viu de forma tão didática e tão profunda. Parabéns, Câmara!






















